quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

um novo rizoma


Um Rizoma com bordas. Talvez tenha sido a segunda vez que prestei atenção nele.

Achei graça! como alguém poderia desenhar um rizoma com bordas?

Aí ele falou de um desenho dimensionado, sei lá, não entendi. Pra mim, quele rizoma continuava fechado...


Havia um emaranhado dentro dele, mas que não se expandia. Pois existia a borda.


Junto com a borda do rizmoma, outras coisas bordeando seu dedo. Percebi.


Pegamos o ônibus e acho que o rizoma finalmente transbordou. Criou novos caminhos. Infinitos. Lembrou que sabe desenhar, que sabe cantar, que sabe amar, arder de paixão. Redescobriu os caminhos da saudade, do desejo, da briga e reconciliação.

O rizoma segue, fazendo suas conexões, vivendo o presente, passado e futuro. Sabendo que não há como descolar um do outro, estão juntos para sempre, emaranhados.


Eu (contudo que carrego) em ti, e tu (com tudo que carregas) em mim, Amor composto de amor.


Te apresnedo agora um novo rizoma. Colorido, cheio de vida e que não cessa de crescer.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sobre Peixinhos e Botões

Fiquei sem palavras no dia de hoje.
Queria muito escrever aqui, dizer da minha empolgação com todos queles lindo vestidos que nunca havia imaginado usar.
Mas não consegui.

Estranho, mas algo não me deixava ceder ao desejo dessa vez.
"A coisa é tão importante, tão sérioa, que nem o desejo vou escutar", pensei cá com os milhares do botões que olhava pela tela do computador.

Paciência para desabotoá-los. Um por um. Como os tijolos colocados numa construção.

Então decidi escutar os fatos: vividos, ditos e ouvidos. Escutar as dificuldades - pois começando por elas, o resto é fixinha.

Dois peixinhos impulsivos, cheios de amor e paixão, loucos para viver no mesmo aquário, ou melhor, no mesmo mar. Mar de possibilidades e sonhos...

Vozes ressoaram do fundo do mar. Vozes poderosas. Vozes que se fazem ouvir pelo respeito que merecem, pela dedicação que tiveram por toda uma vida. Por nos ensinarem o que é amar outra pessoa.

Então volto pro meu aquário, ele volta pro dele. E vamos desabotoando cada botão, um por um. Até que não sobre nenhum.
Ou que se tenha habilidade suficiente para desabotoar os ouros que virão.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

sem título 7

Que sentimento estranho esse que vai do céu ao inferno em algumas horas.
Nunca o senti, assim como nunca senti ciumes, nem medo de perder alguém.
Por essas e outras, também nunca fui muito fiel.

Um vez me disseram que, quando não se sabe o que dizer, é bom que se fique calado.

Nunca consegui fazer isso! Hoje de madrugada, tentei sob todas as formas cumprir esse conselho, mas escapou um "bah", escapou a angústia de saber das horas, do lugar...

Gente, o amor dói porque não temos escolha.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

memória seletiva

Não sou muito boa de memória.
Lembro que nas aulas de neuropsicologia a professora explicava sobre a tal "memória seletiva". Deve ser isso que acontece...

Noite e dia. Incalculáveis vezes você me vem a cabeça...

mas não posso acreditar que venha através das conexões nervosas, sinapses.
Muito frio!
Fico com a beleza de pensar que o ponto de partida pode ser aquele órgão que pulsa.

Ou mais louco ainda, pensando que a lembrança vem por todos os lugares
pelos ares...

vem do cheiro que fica,
daquilo que marcou minha pele branca no momento do amor.
Vem ao olhar meu pulso que nos carrega, para todos os lugares.
Vem das telas de um computador, do anunciar de um celular.
Vem das fotos na parede,
daquilo que se lê, do que se escreve.


Memória impregnada, sentida, vivida, sonhada
por todos os póros.

me dá tua senha

um dia ele pediu meu pé... e foi por aí que tudo começou...

foi ganhando tudo, devagarinho. Com jeitinho. Mineirinho (??!!)

Fez eu provar teus temperos. Hoje gosto de pimenta...
Vivo, então,
um amor que arde na língua e aperta o coração

Meu bem,
a senha que te pedi, há de ser a da paixão perpétua
do carinho sem fim,
de ti em mim

senha pa te fazer feliz
senha pra tocar a pele e arrepiar
senha pra rir
senha pra poder chorar



Senha pro amor ficar.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Coração Partido

Tenho meu coração partido.

É VERDADE!

Partido em vários pedaços...


Uma parte fica com meus pais e minha irmã... mesmo sabendo que amá-los é uma convenção, não há como impedir o que sente o coração.

Sigo partindo...

outra parte aos amigos, queridos, de tantas histórias e alegrias

Uma partezinha para os livros, poemas e canções

Outro pedaço é destinado ao meu auto-amor, no caso de o amor de todos por mim acabar, restará o meu próprio

O último pedaço, só faz crescer, amadurecer. Este pedaço fez do meu coração partido, querer partilhar.
Fez dele um órgão a pulsar.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Teus Olhos

Apagam-se as luzes da sala. Restam as da cidade, por isso reparo que continuas a me fitar.
Sim, posso ver pelo feixe de luz que entra na sala. Ou seriam meus olhos acostumados a tatear o escuro a te procurar?

E sempre o encontro.

Mesmo sabendo das tuas vistas cançadas, posso sentir a tentativa de capturar o instante: meu rosto. Nem que seja com as mãos...

Teus olhos...
Posso me ver neles, já te disse. Meu presente e futuro estão lá.
E não canso de olhar... o mar verde. Que vontade de mergulhar!

O segredo é o que tento descobrir. Já sei que não foi culpa das lentes, mas do que estava por detrás delas. Os olhos de criança... curiosos e agitados. Loucos para cantar e brincar...

Música e amor!

No fim, a saudade,
que nos prepara para o re-encontro.
Que não é mais às escuras.

Já se faz dia claro!