segunda-feira, 18 de abril de 2011

Passado

O que a gente faz com o passado? aviãozinho de papel e joga pela janaela? creio que não se pode fazer desse jeito. É preciso carregar, assumir. Estranho reler as velhas frases ditas. Deve ter sido duro para aquele que ousou lê-las. Por isso não procuro as frases que escondes, ou, ao menos, as evito. A mim, minhas próprias frases soam estranhas. Tento me reconhecer nelas, mas parece que algo se perdeu... Por um momento confesso que senti culpa. Mas logo recuei. Culpa do que? Não fui eu quem abri o que nem eu tinha coragem de sequer lembrar. Consequencias: um final de semana estranho... justo no meio de tanto amor. Que pena. Mas, como em outras ocasioões, podemos tirar proveito do fato vivido... e seguimos fortalecidos, entendendo que não fomos e nem somos perfeitos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Teimosia

Amor meu, não parace, mas eu estou aqui. A Dani está aqui, esperando a poeira baixar pra poder viver o que a gente um dia sonhou. Não faça com que eu me perca de ti. Me traga de volta de vez enquando. Talvez seja este teu dom... resta apenas suportar uma horinha, talvez um pouco mais. Pois eu volto... e voltarei sempre, pois tenho mania de teimar, e retornar, e teimar, e te amar.

Calma

Hoje eu pedia calma aos trabalhadores em educação. Como??? Como teriam eles calma, se tratando de um problema tão urgente como a questão da sua saúde? Pedia calma pra eles, mas a palavra ecoava em mim. Mal sabiam eles... Então eu peço: calma Daniela!

Brás

Andava com vontade de escrever desde terça-feira quando me encontrava em um dos momentos mais estranhos da minha vida (ah! minha antiga e saudosa mole-vida). A propósito, até este blog resolveu não querer andar, juntando os espaços sem respeitar meu comando de "nova linha e parágrafo". Mas, seja da forma que apareça, preciso fazer aparecer... Preciso fazer aparecer meu desespero ao entrar num hotel (hotel?) mofado e velho, cheio de angolanos e nordestinos no meio do Brás, em SP nesta semana. Nem mesmo a presença do meu pai me deixou segura... talvez porque ele estava mais apavorado do que eu. Parecia que alguém ia me engolir. Não sabia o que fazer e liguei pra minha amiga Fran que, carinhosamente nos convidou pra ir pra casa dela naquele mesmo momento (mesmo ela morando num ap com mais 3 pessoas, ela daria um jeito... que eu não me preocupasse!) Aquilo, de alguma forma, já me tranquilizou (não estava mais tão desterritorializada). Havia alguém com quem podia contar no meio daquela selva de pedras. Descemos pelo elevador já decididos a ir embora, quando uma bahiana (que deve ter visto meu semblante apavorado) me segurou pelo braço e foi dar uma volta comigo e com o pai pelo Brás, em meio a mendigos, bebados e etc... Eu estava com muito medo, mas ela disse pra eu não me preocupar e ficar confiante, que nada iria me acontecer se eu pensasse positivo e com fé. Não sei o que aconteceu, mas em 15 minutos eu estava tranquila. Mas ansiosa que se fizesse dia para ir embora daquele lugar. No outro dia, muito trabalho, muvuca na feira do Brás. Gente indo e vindo, gente comprando, gente lutando. Bolivianos, chineses, coreanos... juntos no Brás. Sem mais.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Multi-uso

Filha, irmã, namorada, psicóloga, mestranda e comerciante. Mente agitada e pés cansados. Sem falar da saudades. Na sexta-feira, o que restará de mim?

domingo, 3 de abril de 2011

Sete meses

Por eu ser uma pessoa ansiosa, costumam brincar dizendo que nasci de sete meses. Mas não nasci. Apesar da minha ansiedade, fiquei os nove meses no ventre da dona Laura para nascer com meus 3kg e 900g. A ansiedade dos sete meses sinto agora, ao pensar no meu desejo de fazer nascer nossa vida juntos, mesmo que pareça antes do tempo. Gestação de sentimentos tão intensamente vividos. Me pergunto se seria hora de dar vida a uma nova etapa... fazer nascer! menina-dona-mulher é como ele costuma me chamar. Metamorfose. Transformação. Amor e reflexão para quem nasce de sete ou nove meses.

domingo, 27 de março de 2011

De volta

Andei sumida, eu sei. É que precisei escrever menos e viver mais. Dar um tempo pras palavras às vezes faz bem. Deixei elas guardadas num canto (junto com meu projeto de mestrado). E elas ficaram lá quietinhas, bem comportadas! De um lado, levei um puxão de orelha do orientador e, de outro, um comentariozinho do meu leitor mais assíduo. Por isso volto a escrever para este segundo. O primeiro (que de assíduo não tem nada) deixo pra mais tarde. Mas, se as palavras sumiram no papel, foi para vivê-las no real. Cantamos, dançamos e, no outro dia, relembramos e nos amamos... Usamos, também, palavras duras... aquelas que a gente nem ousa escrever por aqui. Foram ditas sim, mas conversadas e transformadas em amor novamente. Palavras jogadas ao vento. Acredite, as palavras sumiram e voltaram, mas eu... estive contigo sempre.